Exposição LaMínima 20 anos estreia no Centro Cultural FIESP

Comemorando o aniversário de 20 anos do grupo, o Sesi-SP oferece exposição que reúne figurinos, fotografias, vídeos e adereços da trajetória da companhia.

A mostra fica em cartaz no Espaço de Exposições entre os dias 12 de abril e 9 de julho, diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita


O projeto LaMínima 20 anos, realizado pelo Sesi São Paulo, traz uma exposição inédita com 90 fotos, objetos e figurinos, que remonta a trajetória de uma das principais companhias de circo e teatro do país, sob a ótica dos palhaços e figuras que fizeram parte dos 14 espetáculos do seu premiado portfólio. A exposição fica em cartaz no Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp entre os dias 12 de abril e 9 de julho, diariamente, das 10h às 20h. A entrada é grátis.

A Exposição LaMínima 20 anos convida os apaixonados pela arte circense a revirar os baús do passado e entender mais sobre a jornada dos atores Domingos Montagner e Fernando Sampaio, parceiros dessa empreitada. Figurinos, fotografias, vídeos e adereços revisitam as produções e contam a história da dupla – da amizade e parceria profissional, até a criação dos palhaços Agenor e Padoca. A concepção do projeto LaMínima 20 anos é deDomingos Montagner e Fernando Sampaio.

A exposição tem organização e direção de arte de Cassio Amarante, arquiteto de formação, começou como assistente de Daniela Thomas, em 1993, na criação e construção dos cenários da Companhia de Ópera Seca, de Gerald Thomas. Seu primeiro trabalho para cinema foi como assistente de direção de arte e cenografia em Terra estrangeira (1995), que Daniela Thomas codirigiu com Walter Salles. Em seguida, foi convidado para trabalhar em Central do Brasil (1998), no qual dividiu a direção de arte com Carla Caffé. A partir daí, assinou a direção de arte de vários filmes brasileiros, entre eles Ação entre amigos (1998), de Beto Brant, Bossa Nova (2000), de Bruno Barreto e Onde a Terra acaba (2001), de Sérgio Machado. Em abril de 2008, ganhou o prêmio de melhor direção de arte no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por seu trabalho em O ano em que meus pais saíram de férias (2006), de Cao Hamburger.

Ainda fazem parte das comemorações uma estreia teatral – Pagliacci, em cartaz no Teatro do Sesi-SP até 2 de julho –, e uma mostra itinerante com seis espetáculos do repertório da companhia que irão percorrer o Centro Cultural Fiesp e outras cinco unidades do Sesi na capital (Santana de Parnaíba, Cotia, Diadema, São Caetano do Sul e Osasco).

Histórico do grupo

O Grupo La Mínima, criado em 1997, é uma dupla de palhaços, com origem circense, cujo princípio é pesquisar o repertório clássico do palhaço, adaptá-lo e aplicá-lo a diversos suportes dramatúrgicos.

O palhaço está nas ruas e nas feiras, nos parques de diversão, nas histórias em quadrinhos, no cinema mudo ou falado, nos espetáculos de variedades e nos textos clássicos. O palhaço vai existir sempre. Ele nos possibilita perceber limites, diferenças e semelhanças através de um universo fantasioso, mas não menos objetivo. É ele que nos permite rir de nós mesmos. De Homero a Bocaccio, de Carlitos a Oscarito, de Leonardo da Vinci a Laerte, a humanidade há pelo menos 28 séculos registra o humor e ri dela mesma.

Os 20 anos do LaMínima

O ano de 2016 já deixava vislumbrar, para os atores do LaMínima, que as duas décadas de estrada poderiam ser comemoradas no ano seguinte com uma estreia acalentada há tempos por Domingos Montagner e Fernando Sampaio: Pagliacci. Em uma sinopse escrita no ano passado por Domingos para apresentar o projeto LaMínima 20 anos, seu texto acabava com a palavra “generosidade” para conceituar a arte do palhaço, “(…) uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e acima de tudo, generosidade”.

É essa generosidade que permeia os 14 trabalhos estreados pela companhia até hoje e se materializa na parceria com o Sesi-Sp, dando a chance ao público de fruir uma nova estreia teatral, uma exposição com fotos, figurinos e objetos e fazer circular pela cidade de São Paulo seis espetáculos de seu repertório, tudo de graça.

Domingos Montagner

A dupla de palhaços Agenor e Padoca, nascida em 1997, fruto do encontro de Fernando Sampaio e Domingos Montagner no final dos anos 1980 no Circo Escola Picadeiro, não existiria mais em 2016. A parceria desses dois grandes atores circenses chegava ao fim, com a morte acidental de Domingos no Rio São Francisco, em setembro. Aos 54 anos, o ator, que dividia as criações do LaMínima com Fernando, deixava um legado de 14 projetos, 20 anos de história e um exemplo de generosidade como artista e ser humano.

Luciana Lima, produtora da companhia desde 2001, nunca racionalizou se o projeto deveria ou não continuar. “Nunca pensei em desistir da comemoração dos 20 anos do grupo. Não foi uma escolha racional [prosseguir], porque é uma forma de termos, continuamente, a ‘presença’ do Domingos, ponderando a todo momento de como ele agiria nas situações, das grandes decisões até aos mínimos detalhes. O LaMínima 20 anos é uma consequência dessas duas décadas de trabalho, é mais que uma homenagem, é a constatação da evolução da linguagem da companhia, a sua relação com a arte e sua fidelidade aos princípios que a norteia desde sempre”, pondera Luciana que além de produtora, é atriz e foi esposa de Domingos.

Ela ainda lembra que o trabalho foi todo desenhado e conceituado em 2016, inclusive com a escolha da equipe de criação e elenco. “Tivemos duas reuniões com todos sobre como seria essa nova montagem, quais caminhos cênicos seriam possíveis, inclusive desenhos foram feitos por Domingos – ele costumava traduzir em ilustrações todas suas ideias, de cenas a figurinos e cenários”, explica Luciana.

No mesmo texto escrito por Domingos sobre os 20 anos do grupo, ele dizia “queremos comemorar [essa história], apresentando espetáculos que percorreram muita estrada, realizando uma exposição com fotos, figurinos, objetos que andaram conosco e estrear Pagliacci, um novo companheiro para nos ajudar a construir mais um trecho deste caminho, que ainda não sabemos onde é o fim”.

Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp

Gerido pelo SESI São Paulo, o espaço recém-inaugurado de 365m2 destina-se a apresentar todas as formas de manifestações artísticas, oferecendo exposições de artistas nem sempre presentes nos circuitos convencionais.

Serviço:

Exposição LaMínima 20 anos

Período: de 12 de abril a 9 de julho e 2017

Horários: diariamente, das 10h às 20h (com entrada permitida até 19h40)

Local: Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp

Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô

Grátis. Livre para todos os públicos

Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.

Ficha Técnica

Diretor de Arte: Cassio Amarante | Produção de Arte: Luís Fernando Silva Oliveira | Cenógrafo: Juan Camara | Assistente de Arte: Livia Tatsumi | Assistente de Produção de Arte: Calil M. Henrique | Cenotécnicos: Sergio Ricardo Vieira e Danilo Vilela Marques | Ajudantes de Arte: Israel Alves Barbosa e Izaias Alves Barbosa | Eletricistas: Claudio Teles de Freitas, Leandro Basilio e Alessandro dos Santos Rodrigues | Aderecistas: Dimitri Kuriki Yoshinaga e Lucas da Silva Paulino

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Categorias:Exposições

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